Samstag, 4. Dezember 2010

Passo a mão na almofada, e fica a marca. Faço rabiscos, gatos e nomes. No fim está tudo em branco de novo.
Por mais trivial que pareça, tem me feito pensar bastante. Notei como a arte é, na verdade, efêmera. Não quero dizer o sentimento depositado, pois quem partilhar da arte receberá tal sentimento, de forma atemporal. Porém, acho que seja hipocrisia admitir que alguém, no caso o autor, permaneça com o mesmo sentimento por toda sua vida. Seria hipocrisia admitir que essa pessoa nunca sentiria algo diferente do quê o sentimento momentâneo que tenha provocado a produção artística.
Onde quero chegar. Não considero tatuagem 'arte no corpo', pois é 'eternizada' em alguém, e deixará, algum dia, de expressar os sentimentos de quem a leva. Por mais que seja bonita ou importante a mensagem, todos nós mudamos de humor, sentimento, condição. Essa mudança de sentimento, em minha opinião, faz com que a tatuagem deixe de expressar quem a leva, logo, deixa de ser arte.
Opinião recém-formada e já com previsão de falhas, perdoem qualquer ofensa.

3 Kommentare:

  1. Acho que existem sim sentimentos eternizados. Não precisa necessariamente ser por um momento, ou por uma pessoa. Digo, como exemplo, a música (já que seria algo digamos que 'forte' em você.) A música seria um sentimento eterno dentro de você. Logo, fazer uma tatuagem envolvendo a mesma seria a representação desse 'afeto' em forma de arte, já que é eterno. Não mencionei uma música ou cantor em específico. Aponto como algo mais abrangente e sem tamanho.
    E gostei da tua definição de arte. Só acho que o que já foi arte, continuará sendo arte. Se já existiu sentimento alí, tá valendo.
    (o comentário ficou grandinho. enr.)

    =))

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  2. (e de fato, o sentimento artístico é momentâneo, porém, não deixa de ser eterno. Dependendo do sentimento. Acho que me enrolei agora.)

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