Às 8h30 da manhã, chega um senhor para ser atendido,
aparentando ter por volta de 50 anos de idade. Chora e mostra uma série de, não
machucados, mas feridas absurdas. Pede que, por favor, eu impeça que aconteça o
pior, pois havia sido jurado de morte. Além de vários cortes e arranhões, tinha
no rosto um hematoma ridiculamente chamativo, dedos nas mãos que pareciam haver
sido tentados arrancar, e, em seu antebraço esquerdo, havia um grande local sem
carne, que ainda sangrava, feridas as quais tentava esconder como podia.
O agressor era uma mulher, que após tê-lo atacado diversas
vezes (tendo em uma delas o atacado a golpes de faca), havia novamente o
agredido naquela mesma manhã, proferindo xingamentos horríveis e jurando que se
o pegasse desprevenido o mataria.
O senhor morava com sua mãe, e o motivo das agressões seria
ele ter, alguns dias antes, reclamado do barulho proveniente do bar que a sogra
da agressora possuía em frente à sua casa.
Novamente cai em prantos e pede que eu não deixe que ela
concretize a ameaça, e não deixe que ela machuque sua mãe. A polícia militar já
havia sido chamada, porém apenas alguns soldados não conseguiram conter a
agressora, tendo sido um deles gravemente ferido, o que os levou a ir embora,
pois o porte da agressora superava em muito o deles.
A realidade não aceita clichê, ela acontece. Enquanto
procuramos proteger minorias ou maiorias, todos sofrem. Não lutemos por uns,
lutemos por cada um como um sujeito único e insubstituível. Não há maiorias,
não há minorias, há seres humanos, há pessoas. Em cada uma há dor, há tristeza,
há alegria. Cada um sofre ameaças, cada um sofre repressão, violência. Cada
pessoa é um mundo, um universo de paz e sofrimento.
"No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma
dignidade. Quando uma coisa tem preço, pode ser substituída por algo
equivalente; por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por
isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade”.
(KANT, Immanuel. Fundamentos da Metafísica dos Costumes. 1785)
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Peace will
come to me
Peace will
come to me
I'm leaving
bitterness behind
This time
I'm cleaning up my mind
There is no
space for the regrets
I will
remember to forget
Just look
at me
I am
walking of incoming
Look at the
frequencies of which I vibrate
I'm going
to light up the world
Peace will
come to me
Peace will
come to me
I'm leaving
anger in the past
With all
the shadows that it cast
There is
radar in my heart
I should
have trusted from the start
Just look
at me
I am a
living act of holiness
Giving all
the positive virtues that I possess
I'm going
to light up the world
Peace will
come to me
Just wait
and see
Peace will
come to me
It's meant
to be
Peace will
come to me
Just wait
and see
Peace will
come to me
It's
inevitability
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