Sonntag, 28. Oktober 2012

Peace


Às 8h30 da manhã, chega um senhor para ser atendido, aparentando ter por volta de 50 anos de idade. Chora e mostra uma série de, não machucados, mas feridas absurdas. Pede que, por favor, eu impeça que aconteça o pior, pois havia sido jurado de morte. Além de vários cortes e arranhões, tinha no rosto um hematoma ridiculamente chamativo, dedos nas mãos que pareciam haver sido tentados arrancar, e, em seu antebraço esquerdo, havia um grande local sem carne, que ainda sangrava, feridas as quais tentava esconder como podia.

O agressor era uma mulher, que após tê-lo atacado diversas vezes (tendo em uma delas o atacado a golpes de faca), havia novamente o agredido naquela mesma manhã, proferindo xingamentos horríveis e jurando que se o pegasse desprevenido o mataria.

O senhor morava com sua mãe, e o motivo das agressões seria ele ter, alguns dias antes, reclamado do barulho proveniente do bar que a sogra da agressora possuía em frente à sua casa.

Novamente cai em prantos e pede que eu não deixe que ela concretize a ameaça, e não deixe que ela machuque sua mãe. A polícia militar já havia sido chamada, porém apenas alguns soldados não conseguiram conter a agressora, tendo sido um deles gravemente ferido, o que os levou a ir embora, pois o porte da agressora superava em muito o deles.

A realidade não aceita clichê, ela acontece. Enquanto procuramos proteger minorias ou maiorias, todos sofrem. Não lutemos por uns, lutemos por cada um como um sujeito único e insubstituível. Não há maiorias, não há minorias, há seres humanos, há pessoas. Em cada uma há dor, há tristeza, há alegria. Cada um sofre ameaças, cada um sofre repressão, violência. Cada pessoa é um mundo, um universo de paz e sofrimento.

"No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem preço, pode ser substituída por algo equivalente; por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade”.
(KANT, Immanuel. Fundamentos da Metafísica dos Costumes. 1785)

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Peace will come to me
Peace will come to me

I'm leaving bitterness behind
This time I'm cleaning up my mind
There is no space for the regrets
I will remember to forget

Just look at me
I am walking of incoming
Look at the frequencies of which I vibrate
I'm going to light up the world

Peace will come to me
Peace will come to me

I'm leaving anger in the past
With all the shadows that it cast
There is radar in my heart
I should have trusted from the start

Just look at me
I am a living act of holiness
Giving all the positive virtues that I possess
I'm going to light up the world

Peace will come to me
Just wait and see
Peace will come to me
It's meant to be

Peace will come to me
Just wait and see
Peace will come to me
It's inevitability

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