Na
busca pela felicidade e satisfação, de uma forma ou de outra haverá um
sentimento que guiará as pessoas, o povo. Seja esse sentimento de honra,
princípios, integridade ou sentimento de desordem. Dessa forma, podemos elencar
duas alternativas.
Na
primeira, as pessoas poderão ser guiadas por um sentimento de obedecer às leis,
aos costumes e aos princípios, evitando então descumprir qualquer escrito
normativo pelo simples fato de que tal obediência será para seu bem e para o
bem comum. Dessa forma, não terão que fazer uso do bom-senso, guiando-se apenas
pelo senso comum, pois já estarão, naturalmente, sendo norteados pelos costumes
e princípios.
Na
segunda, as pessoas serão guiadas por um sentimento de que as leis são apenas
imposições de uma instituição com poder de coação, procurando assim quaisquer
brechas que possam encontrar no seu ordenamento jurídico, ignorando totalmente
costumes ou princípios, por não apresentarem poder de coação. Moral advinda
somente da lei, exibindo assim um caráter extremamente monista. Apenas as leis
ditam o certo e o errado, sendo essa consciência retirada da população.
Sendo
assim, há, inquestionavelmente, um sentimento guia em toda e qualquer cultura.
Deve-se, então, procurar um sentimento que institua os princípios, o
cumprimento da lei, e o bem comum apenas pelo fato de serem essenciais para a
vida. Deve-se evitar, ao extremo, que se forme um sentimento de que os
princípios sejam apenas reais, duradouros, e apenas deverão ser cumpridos se
apresentarem poder de coação. Deve-se evitar esse sentimento positivista de que
são necessárias normas expressas para guiar os homens, pois o homem, como ser
simbólico, é guiado por seus sentimentos.
Dessa forma, o ser humano, logo também o povo,
as pessoas, são guiadas por sentimentos. Deve-se, então, instituir sentimentos
ao invés de leis, levando o povo à construção de um sentimento nacional que o
guie, que inspire os cora
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