Vendo umas postagens antigas aqui, desde o começo... É fácil de fazer uma análise da vida até aqui, considerando que aqui, desde sempre, tenho colocado meus momentos de infelicidade, solidão, desespero... Daí, já peço ao leitor que fique informado de que a vida desse eu-lírico não é uma vida trágica. Do contrário, considero uma vida bem sucedida como poucas, muito poucas. Mas essa é a caverna pra onde corro sempre que o coração aperta e a luz apaga, e eu me encontro sozinho novamente. Então é disso que se trata esse lugar; é o diário da minha solidão, ou das minhas solidões. É uma horcrux.
Aqui vocês vão encontrar a parte mais solitária de mim, e alguns dos momentos mais críticos de minhas depressões e loucuras. Ressalto que em regra não há pessoas conhecidas que saibam desse lugar, daí minha sinceridade.
Aqui vocês vão encontrar a parte mais solitária de mim, e alguns dos momentos mais críticos de minhas depressões e loucuras. Ressalto que em regra não há pessoas conhecidas que saibam desse lugar, daí minha sinceridade.
Hoje estou num processo fortíssimo de nostalgia. Não hoje, mas ultimamente.
Isso porque passei um bom tempo da minha vida sem pensar em mim mesmo, ausente de mim. Isso vem de longe. Eu diria que desde o fim da escola entrei em stand by.
Isso porque passei um bom tempo da minha vida sem pensar em mim mesmo, ausente de mim. Isso vem de longe. Eu diria que desde o fim da escola entrei em stand by.
De início me transformei muito. Eu tenho absoluto pavor da pessoa que me tornei, da imagem que passei, física ou emocional. Pavor. Hoje, olhando, vejo que eu pareci outro. Não era necessariamente um amadurecimento, mas uma pausa de mim mesmo. Afastei gente que amei, e que amei e sonhei e desejei de suspiro a suspiro, de noite a noite.
Da minha análise, minha vida pareceu um trem descontrolado, que saiu dos trilhos, junto com minha personalidade e tudo mais. Minha vida passou um bom tempo sem alguém pra dirigi-la. Pelo menos minha vida social.
Eu sempre desejei, desde criança, ser um herói. Talvez por boas experiências e boas pessoas que tive acesso. Por isso quis treinar artes marciais. Quando fui crescendo quis usar a música pra ser ouvido.
O meu maior problema, entretanto, foi e sempre vai ser meu lado social. Eu não sei e nunca soube me comportar nem lidar com pessoas. Isso foi o que me jogou nesse blog. Sinto ele como uma sala escura, com um sofá, em que estamos sentados eu e alguém com quem quero falar.
Mas até isso importa: eu sou muito melhor com a escrita do que com a fala. Peço que alguém que me queira conhecer primeiramente o faça por carta, por mensagens, por e-mail. Essas amizades sempre dão certo. Não venha até mim de supetão, eu não sei lidar com isso e vou parecer a você tudo, menos eu mesmo. Então me dê a chance de ter seu afeto e troque palavras escritas primeiro.
Por esse mesmo motivo carreguei uma solidão tremenda minha vida inteira, e com ela essas projeções de pessoas que eu amava - depois descobri que sempre amei as projeções, e não as pessoas (hoje conclui que eu amo vários traços é de mim mesmo, que eu imputava ao que não conhecia).
Isso me trouxe sofrimento, o que me fez decidir esquecer esse lado social e me esforçar pelo meu sonho de ser um herói. Eu sempre quis aparecer na hora em que precisassem de mim, socorrer quem carecesse de socorro. Decidi fazer de outro jeito, decidi estudar Direito pra poder usar o poder do Estado por quem precisasse de mim.
Entrei no piloto automático. Perdi uma fração da mais de uma centena de quilogramas. Acabei por me envolver com quem eu não deveria - aí o trem descarrilhou. Dobrei pro lado errado numa curva e me perdi. Daí estive no piloto automático.
Descobri muitas coisas. Meu sonho era ter um cargo público que me deixasse cortar a carne dos maus e jogar uma corda pros inocentes. Descobri que não existem maus e que todos precisam de uma corda. Eu vi um problema político se formando, e vi que a realidade era mais ampla.
Tive que renunciar muito nesse tempo, e acabei por virar as costas pra tudo e todos. Foi saudabilíssimo, não vou negar. Mas, claro, me isolei e hoje sei que vou precisar me esforçar se eventualmente desejar voltar ao convívio comum. A previsão, na verdade, é que eu suma de vez.
Estive correndo ("run boy run"). Agora tive a felicidade (mais pra "arrebatamento") de conseguir um cargo muito melhor e mais sério do que eu imaginei no início, ainda nos meus 22 anos, e no meio de um tornado.
Por outro lado, enquanto não entro no tornado, estou por aqui juntando os cacos que sobraram de antes disso tudo. Eu percebi que estou em dívida comigo mesmo. Eu decidi que preciso me olhar no espelho, ver o quadro de Dorian.
Eu preciso voltar a mim, nas mínimas bobagens.
Preciso usar as roupas escuras que sempre gostei. Ouvir Seether. Eu preciso voltar a escrever. Preciso voltar a gravar minhas músicas. Preciso voltar a ler meus poemas. Preciso comprar um piano. Eu preciso voltar pra Inglaterra e Escócia, que eu sempre amei tanto, bem como dar uma oportunidade enfim à Alemanha. Eu preciso correr, e preciso de um tempo de treino na Academia de São José dos Campos. Minhas facas. Eu preciso cuidar da minha aparência, da qual abri mão por tanto tempo. Eu preciso me libertar, preciso de uma carta de alforria. Preciso terminar minha adolescência. Preciso de amigos sem juízo, preciso mijar na rua, preciso de 10 chopes seguidos, preciso de liberdade sexual, preciso de férias em Curitiba. Eu preciso chamar todos os meus amigos pra dormir na minha casa, e beber até cair. Eu preciso de tanta coisa. Eu tô pensando bem mais em mim. Bem mais em você. Bem mais na minha escuridão. Eu também preciso de solidão, estar nu pela minha casa escura com Triggerfinger e Rachmaninoff no surround, e as estrelas, e eu. Um banho de vapor quente. Eu preciso tocar uma música pra cada nascer do sol. Eu preciso viver e fazer minhas vontades. Eu preciso mandar pruma merda quem acha o meu cabelo conservador ou quem quer me tachar de chato. Nada disso - ninguém desses - vai mais me alcançar.
Me entristece muito o fato de eu precisar recomeçar socialmente. Me arrependo de quando o trem descarrilhou. Ficou no fundo do meu coração um ranço, um desejo dessas pessoas. Levei um leve golpe de felicidade ultimamente, quando vi em uma ou outra dessas um caminho de volta. Mas virei gato escaldado, no fim eu não sei lidar com elas, e já as desgastei demais. Já cheguei a ter vontade de sair de mim e me colocar em outro corpo, com aparência e modos diferentes, qualquer outro corpo, eu acho que ia funcionar. Me dói ignorar essas possibilidades de retorno, porque sei que eles também mudaram. Me dói ver a importância que dou tantas vezes a isso.
Enfim, essa postagem pode parecer até bem infantil, mas fiz pra marcar esse momento. Pra falar na tristeza insuperável de deixá-los (las) pra trás. Pra dizer que eu estou retomando, aos poucos, o controle da minha vida. Já comprei camisas escuras de novo, já peguei umas músicas de Simon and Garfunkel e estou escrevendo meu primeiro livro.
Estou voltando emocionalmente, mas indo embora geograficamente, até o fim do ano. Talvez seja a hora de aceitar esses caminhos de volta ou descobrir outros. Quem sabe o rumo que esse trem que é minha vida vai tomar agora?
Hello Guys! I am Polly, a writer, blogger and occasional newspaper journalist. I am currently taking my master's degree in communication, while also working as writing associate for an . Balancing work and studies can be a bit tedious. Sometimes I see mysef staring blankly outside of the classroom window because of stress. Like other students I struggle with writing my essays, and doing reports, essay writers but so far I am doing http://awriter.org/freshessayscom/ fine. It is tiring to juggle work and studies but I really want to finish graduate school. To cope with stress
AntwortenLöschenqual é o teu endereço de agora e dos teus próximos quandos - até o fim?
AntwortenLöschene se vc nao me der o endereço, eu vou achar a contragosto.
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