Hoje eu enchi a cara de álcool e da lembrança de você.
Da lembrança do avião. Da rodoviária. Do pulo. Do abraço. Do beijo. Do sotaque. Da caminhada longa pela rua. Da conversa. Do bar. Da cerveja. Do abraço. Do beijo. Do corpo rosado. Dos olhos cansados. Da rua de pedras. Da casa da sua irmã. Da flecha que voou no meu peito, e me deixou desesperado e entregue. De ser seu lobinho. De minha gaudéria. Eu amo tanto você, e até hoje acho belíssimo o seu jeito e as suas escolhas e o tamanho da importância que você teve pra mim. Você se chocou contra minhas crenças and I stood beyond without beliefs. The only truth I knew was you. Nunca mais fui o mesmo. Da noite no sofá da minha tia, em frente à varanda, pensando no tamanho da presença que ficou marcada na minha carne. Tanto Joy Division, Bowie, Cat Power, Devendra Banhart, The Doors, "My Wild Love", teu violão. Tanto você, bicicleta, estrada, árvores, lagos. E como, no fim disso tudo eu voltei. E, hoje, você é a amizade que eu mais queria ter. Queria sua companhia, seus conselhos, sua voz. Queria você por perto. Seria minha maior "bro". Queria viver colado em você. Queria encher a cara com você, contar piadas com você. E talvez, só talvez, eu acabe acabando perto de você. E eu abriria mão de muita coisa pra isso. Precisei vir aqui, precisei falar. Um caco da minha alma está aí com você.
Sonntag, 17. Juli 2016
Um caco da minha alma
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